8/6/2016 - RELIGIÃO É AMOR




RELIGIÃO É AMOR

 

O simples fato de você existir já mostra como deverá ser o seu relacionamento com Deus que o criou. Você existe porque Deus o quis. Você nasceu porque Deus o ama. E já que amor se paga com amor é para amar que você está vivendo.

E nessa história de caridade, de um Deus que ama e deve ser amado, colocam-se os mandamentos de Deus, a sua Lei. “Quem me ama observa os meus mandamentos”, dirá Jesus.

De fato, a Lei não é uma imposição tirana do Senhor, pela simples razão de que o senhor não é tirano; Deus é amigo, é Pai. “Que nação existe que tenha a divindade tão perto de si como nós temos o Senhor?” Assim fala Moisés ao propor os mandamentos da Lei ao Povo de Deus.

Acontece que o zelo dos amigos de Deus tem muitas vezes, pouco jeito. E para defender essa preciosidade que é a Lei de Deus “que é a sabedoria e a prudência do povo de Deus”, inventam uma porção de leis que acabam abafando aquela que Deus nos dá, para nosso bem. Jesus reclamou contra isso dizendo que certos religiosos de seu tempo “amarram fardos pesados e os põem sobre os ombros dos homens”, ao passo que Ele clama:

“Venham a mim vocês que estão sobrecarregados e Eu os aliviarei: o meu fardo é leve, o meu jugo é suave”.

Em matéria de Lei Jesus vai mais longe. Ele deixa claro que não é a observância da Lei que conta e sim o amor que nos leva a observá-la. Por amor aos doentes, Ele curava no dia de Sábado, por amor aos discípulos com fome, deixava-os colher trigo nesse dia de trabalho proibido; e você, com doente em casa, fica lá cuidando dele  em vez de ir à missa no Domingo...

Chama-se “legalismo” quando o amor à Lei leva ao esquecimento do legislador. E é coisa péssima. É amor de si mesmo e não de Deus, como acontecia com o filho mais velho, da parábola, que se julgava santo por observar os preceitos do pai, mas não amava seu irmão, nem o seu pai.  “Esse povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim”, clamará Jesus.

Quando São Tiago exige que a gente cumpra e não apensa ouça a Palavra, está preocupado com isso: com o perigo de pormos no coração no cumprimento da Lei, não lermos com amor a Palavra de Deus.

E é do coração que sai, não só a maldade, mas todo o bem que devemos praticar.

Forte abraço,

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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