9/8/2016 - O REINO DE DEUS




                                                     O REINO DE DEUS

 

    Se quiséssemos dar uma boa notícia de Jesus, sem nada saber de sua personalidade divina, diríamos com certeza e com acerto: “Foi um jovem pregador do Reino de Deus”. Digo “jovem” não só por causa de seus trinta anos, mas por causa da sua pregação. Todo discurso que tem por tema “mudar”, é discurso jovem. A idade não se mede pelo número de anos e sim pela capacidade de aceitar e empreender mudanças. São Marcos nos garante que o início da missão de Jesus foi com esse discurso: “Chegou a hora. O Reino de Deus está aí. Mudem de vida e acreditem nesta boa nova” (Mc 1,15). São Mateus também depois de nos dizer que Ele “percorria toda a Galileia, pregando a Boa Nova do Reino”, põe esse tema na abertura de seu primeiro grande sermão: “Bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,1). Lendo bem a frase tão batida, você percebe que a felicidade não está no fato de serem pobres e sim, na graça de possuírem o que muitos ricos não terão: o Reino dos Céus.

    Reino dos céus é a pregação de Jesus; é a pregação da alegria, de felicidade, de bem-aventurança. Por isso essa pregação se chama “evangelho”, ou seja, “boa notícia”.

    O povo de Israel há séculos esperava espetacular intervenção de Deus na História: “Sairá um rebento da raiz de Jessé: Ele julgará os pobres com justiça e decidirá com retidão em favor dos humildes. Ferirá o opressor e com o sopro de sua boca matará o perverso...” (Is 11,1). Que sensação essa pregação de Jesus clamando: “Chegou a hora e a vez do Reino de Deus”!

    “Reino de Deus não é uma filosofia”. É um sistema de vida. Deus pensou a humanidade como uma família onde Ele é o Pai – “Pai nosso”. Organizar a vida, aqui na terra, de acordo com esse destino é iniciar, dentro das nossas limitações desta vida, o Reino dos Céus. Gente convivendo como irmãos e juntos, amando e louvando a Deus, o Pai, com Cristo, na força do Espírito Santo: eis o Reino de Deus.

    Nossa preocupação, portanto, incide nesse “Convivendo como irmãos”. Isso dá uma dimensão política à nossa Fé, uma responsabilidade terrena aos que tem Fé no Céu. Quando rezamos ao Pai, não pedimos para nós irmos ao seu Reino e sim, para o seu Reino vir a nós, aqui e agora.

    Cremos num Deus que se constrói a partir da terra. Salvamos as almas cuidando dos corpos... É o sentimento da surpreendente ordem que dará Jesus, no evangelho diante da multidão faminta: “Dai-lhes vós mesmos de comer!” E dizia isso a uma multidão já saciada com a Palavra de Deus, mas faminta da terra.

    Usar os bens que passam sem perder os que não passam é aquilo que a Igreja no Brasil nos propõe como objetivo de nossa ação evangelizadora: colaborar “para que todos tenham vida rumo ao Reino definitivo”.

    O Reino de Deus é feito de gente que ama, ama apaixonadamente a Deus e, portanto, o seu Reino.

 

 

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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