9/9/2016 - APRENDENDO ATÉ COM OS CORRUPTOS




APRENDENDO ATÉ COM OS CORRUPTOS

 

    Neste mês de setembro, tempo em que damos destaque à Bíblia, Palavra de Deus, a liturgia põe em evidência, em um dos domingos, os opressores, os corruptos e os fraudulentos. Um tema bastante oportuno, tendo em vista o momento em que vivemos e já próximo às eleições.

    O profeta Amós denuncia a malícia dos que até observam o Sábado, “praticam” a religião externamente, mas passam o dia do Senhor maquinando fraudes contra o povo pobre. Em vez de pensarem em Deus e rezarem ao Pai “que resumiu toda a lei no amor a Deus e ao próximo”, ficam ansiosos esperando passar o dia santo, para voltarem aos seus negócios escusos, “falsificando a balança”.

    Já S. Lucas, nos mostra a esperteza do administrador desonesto, que vivia “esbanjando os bens” de seu senhor. Demitido do cargo, o corrupto saiu fraudando o patrão, reduzindo injustamente a dívida da turma para granjear sua amizade e seu amparo. “E o senhor elogiou o administrador desonesto porque agiu com esperteza”, diz a parábola. A parábola não diz que sua desonestidade foi elogiada; diz que foi louvada sua esperteza. Para entender o sentido da história é bom lembrar o que disse alguém: “Os maus fazem tão bem o mal; os bons fazem tão mal o bem”.

    Padres e leigos são incentivados a estudar, nestes dias, o documento publicado pelos bispos do Brasil sobre os cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade. Nesta hora de um mundo secularizado, sem religião, cheio de conflitos e destruidor de vida, é urgente que ressoe, de novo, e mais forte, a pregação daquele que veio para nos dar a Vida, com abundância, na paz e na fraternidade dos que descobrem Deus como Pai misericordioso.

    “E o Senhor elogiou o desonesto porque agiu com esperteza”. E também lamentou a incapacidade dos honestos contatando, com amargura, “que os que pertencem ao mundo são mais espertos do que os que pertencem à luz”. Isso não é Lei de Deus, é desgraça da História. É preciso reverter o quadro. Ter o mesmo empenho, a mesma vontade, o mesmo espírito de criatividade na prática do bem. “Se vocês não forem fiéis no uso do dinheiro injusto (nas coisas deste mundo) quem lhes confiará o verdadeiro bem?... O (a) leigo (a) que cuida tão bem dos seus bens, de sua profissão, de seus interesses materiais, familiares, precisa pôr a serviço da Igreja, na Igreja e no mundo, sua capacidade de reflexão e ação.

    A exortação dos bispos é sinal de esperança. Ainda há tempo. Clero, laicato, arcebispo, padres, homens e mulheres, religiosos e religiosas, casados, jovens e adultos, profissionais e trabalhadores – todos, povo de Deus e gente da Igreja, devemos unidos levar avante o anúncio e a experiência do Reino de Deus.

    Afinal, estamos a serviço de todos os homens e mulheres que estão no mundo. É o que nos ensina São Paulo: “Deus nosso Salvador quer que todos os homens sejam salvos”. Também homens e mulheres de hoje, que estão no mundo conosco, agora.

 

 

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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