1/12/2016 - NATAL: DO PRESÉPIO À ÁRVORE




     NATAL: DO PRESÉPIO À ÀRVORE

 

    A festa do Natal é sobrecarregada de ternura, emoções, sentimentos provocados pela troca de presentes, pelos reencontros e pelas lembranças da infância, daquele tempo que a gente era feliz e não sabia... Tudo isso, naturalmente, incentivado pela propaganda comercial, por alguma pregação religiosa e pelas grandes tradições de família.

    Contudo, nós corremos o risco de não mergulhar fundo no sentido do Natal e passá-lo sem atingir a riqueza das celebrações que a Igreja nos propõe.

    Por isso é urgente prestar atenção à Liturgia deste tempo privilegiado. Indispensável é anotar, com lucidez, as festas que a Igreja faz nestes quinze dias do seu Calendário religioso: Natal, Sagrada Família, Maria Mãe de Deus e da Igreja, Reis Magos e Batismo de Jesus. É todo este conjunto que se chama, entre nós, de “tempo do Natal”. Afinal, o que celebramos mesmo, a partir da noite de 24 de dezembro, com a popular “Missa do Galo”?

    Para responder com poucas palavras diremos: A Igreja curte e revive quanto Deus fez e faz por nós, em virtude de seu amor apaixonado pela humanidade. É como ouvir Deus, por Jesus Cristo e Jesus Cristo, nos dizer: “Amo vocês. Por isso quero estar com vocês para levá-los a estarem sempre comigo”.

    Não é à toa que S. Lucas põe, na boca dos anjos, aquele canto que dá glória a Deus e anuncia Paz na terra, “aos homens que Deus ama”.

    O que fez e faz por nós esse Deus apaixonado? Primeiro nasce em Belém: faz-se gente como a gente, vem viver as vicissitudes da vida humana que Ele quer enriquecer com possibilidades de vida divina, como a Dele. Querendo homens e mulheres por assim dizer “divinizados”, Deus humaniza seu Filho, e o Natal festeja isso.

    Para ser profundamente humano, o Filho de Deus decide nascer e crescer numa família. Vive trinta anos a rotina de um lar, na partilha dos bens, das lutas, das preocupações. Por isso faremos logo no Domingo seguinte ao Natal (na sexta-feira) a Festa da Sagrada Família. Em toda família, a mãe tem lugar de relevo. Na história humana de Cristo também há uma mulher: Maria, mãe de Deus e também Mãe de toda a Igreja. O dia 1º de ano é consagrado a Ela. Esse Deus, Homem nascido na Judéia, não veio salvar só os judeus, mas a humanidade toda. Por essa razão, no primeiro domingo do ano (em 2017 no segundo) celebramos os “magos”, aqueles primeiros estrangeiros que correram para adorar o Salvador. Finalmente, o Filho de Deus vem a nós com missão determinada pelo Pai: resgatar a humanidade, escrava do mal e do egoísmo. Na festa do Batismo de Jesus (em 2017 na segunda-feira depois da Epifania), nós contemplamos às margens do Jordão onde ressoa a voz do Pai: “Este é meu filho querido”: Filho amado que cumpre as ordens do Pai. E a Igreja cantará: “Ele foi ungido com óleo da alegria e enviado para dar boas notícias aos pobres”...

    É pensando em tudo isso que a Igreja celebra o Natal. A Liturgia nos obriga a olhar, neste tempo, para além da enternecedora figura de um Deus que começa nossa vida, como inocente e frágil menino; o Amor de Deus que começa sua grande obra de redenção.

    O povo fiel tem intuições admiráveis... Junto ao presépio, que começa esta grande história de Amor, planta a árvore de Natal, exemplar que permanece verde em pleno inverno europeu, para nos dizer, que na gruta estão as sementes de nossa Ressurreição. Pois Ele veio e está no meio de nós, para nos “dar vida e vida em abundância”.

Um Feliz e santo Natal a todos!!!

 

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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