4/4/2017 - TRÊS DIAS INTEIROS DE PÁSCOA




TRÊS DIAS INTEIROS DE PÁSCOA


Todos os anos a Igreja dedica três dias para celebrar o fato principal da vida de Cristo, o acontecimento mais importante da História da humanidade, o mistério mais profundo e bendito da Fé cristã: a Páscoa de Jesus, sua passagem da morte para a vida humana plena, da Cruz para a Ressurreição.

É verdade que, em toda missa, nos reunimos para celebrar isso: “Todas as vezes que comemos deste Pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor a vossa Morte, enquanto esperamos vossa vinda”.

Mas a Igreja há muitos séculos, sentiu a necessidade de meditar e curtir esse Mistério não apenas uma hora, cada dia; nem mesmo um dia – o domingo, cada semana; mas entregar-se à celebração dessa realidade durante todo o dia da sexta-feira santa, do sábado santo e do domingo da Ressurreição. Nestes dias, além das longas celebrações litúrgicas, temos o jejum da sexta e o grande silêncio do sábado para mergulhar no sentido da grande Morte; e todas as alegrias do domingo da Páscoa para vibrar com a Ressurreição.

Não contente com isso, a Igreja nos prepara durante quarenta dias para o Tríduo sagrado. E ao longo da Quaresma a gente ouve Jesus falando de água que mata nossa sede, luz que ilumina nossas trevas, vida que vence a morte...

Também a festa da Páscoa será esticada longamente por seis semanas, ao longo de cinquenta dias, até a Festa do Espírito Santo, em Pentecostes.

Domingo após Domingo, veremos que Jesus ressuscitou de verdade para ser o nosso Bom Pastor, revelar-nos que Ele é o tronco de vida divina no qual estamos inseridos como ramos, para produzirmos com Ele, e como Ele, frutos de amor fraterno.

Então são quase cem dias de Páscoa! Passamos um terço de nossos dias, cada ano, na meditação desse duplo mistério de sua morte bendita, que nos leva a todos à vida plena da Ressurreição.

Portanto, a morte de Jesus é mais que um exemplo: é um abrir caminho para o Amor capaz de sacrificar-se, doar-se inteiro, até o Dom da vida: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá sua vida por seus amigos”; “Eu dou a minha vida por minhas ovelhas”; “tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim”... “Deus amou tanto o mundo que entregou seu Filho único para salvar o mundo”.

Não amar é perder-se. Amando, Cristo se tornou pronto para ressurgir; mergulhar na Vida plena onde não limitações nem de tempo, nem de espaço, no Amor. E é para segui-lo até essa Ressurreição que Ele nos convoca: “Quem quiser ser meu discípulo renuncie a si mesmo, tome a sua Cruz e me siga”. “Ame como Eu até a cruz: e como Eu ressurgirá”.

Feliz Páscoa!!!

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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