1/5/2017 - MAIO DE NOSSA SENHORA




MAIO DE NOSSA SENHORA

 

MAIO já foi, intensamente, tempo de práticas populares de devoção a Maria. Crianças e adultos levavam flores a Nossa Senhora, nas rezas da noite apesar de estarmos em fim de outono e não na estação das flores. No mundo havia mais poesia e menos violência.

Hoje, este mês pode ser tempo privilegiado de pregação séria, sobre o lugar de Maria em nossa Fé. Apesar do mundo violento e do exílio de poesia.

Antes de mais nada, somos cristãos, seguidores de Cristo, que adoramos como “único mediador entre Deus e os homens” (1Tm 2,5). Mas não podemos esquecer que o nosso único mediador, o único Jesus Cristo que conhecemos nasceu de uma mulher, como lembra São Lucas: Ela “o deu à luz, envolveu-o em panos e o colocou numa manjedoura” (Lc 2,7). Por isso, a Igreja, desde sempre a bendiz, com Isabel: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Donde me vem a honra de vir a mim a Mãe do meu Senhor”? (Lc 1,42).

Com dizem os teólogos, o mistério do Verbo que se encarnou desse modo por uma mulher, é que determina essa união íntima, indissolúvel, singular e irrepetível entre Cristo e Nossa Senhora, na História e na Religião. Jesus é o centro de nosso cristianismo: e aí, nessa área, Ele mesmo coloca a pessoa e a missão de Maria.

A teologia, para conhecer melhor Jesus, tem que passar por Maria.

Sabemos que Jesus é verdadeiro homem: “Vejam minhas mãos e pés: sou eu mesmo. Apalpem-me: um fantasma não tem carne e osso como eu tenho” (Lc 24,39). Seu corpo verdadeiro o faz verdadeiro homem, porque Jesus é alguém “nascido de uma mulher” (Gl 4,4). A prova que Ele não é um fantasma nem antes, nem depois de sua ressurreição, é que Ele passou nove meses no seio de Maria.

Esse Cristo que nasce de uma mulher é verdadeiro Deus. Porque como diz São João abrindo o seu evangelho, não foi “gerado da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”. É a Mãe-Virgem que faz vislumbrar o Filho de Deus.

Esse Cristo, filho de Mãe Virgem, verdadeiro Deus e Homem verdadeiro é o Salvador da Humanidade. É para isso que Ele vem ao mundo de maneira extraordinária.

Disso também nós sabemos graças a Maria que lhe deu, pensadamente esse nome: Jesus quer dizer Salvador. Era sua incumbência dar-lhe tal nome, é sua missão revelar sua missão. “Conceberás e darás à luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus” (Lc 1, 31).

Maria é a primeira e a mais categorizada testemunha do mistério de Cristo: Ela sabe quem é Ele; Ela sabe a que Ele veio. Nada mais justo do que contar com Ela para conhecê-lo e segui-lo.

Na Liturgia temos a Missa como momento central de nossa vida de fé e Amor a Jesus Cristo. Pois não há missa sem que se faça memória de Maria, em plena oração em que o padre reza e realiza o milagre de fazer presente, aqui e agora, o gesto supremo de Cristo, salvando a humanidade. É que nós, “que caminhamos na estrada de Jesus, esperamos entrar na vida eterna com a Virgem Mãe de Deus e da Igreja”. Porque Deus a fez uma e outra coisa e nós entendemos logo o que Deus queria nos dizer com esses fatos.

O costume popular de consagrar a Maria (confiar à sua proteção materna) as crianças recém-batizadas têm se consolidado. No dia em que a gente se torna filho de Deus e da Igreja, é mais piedoso e teológico, imitar o Verbo que, para ser Homem-Filho de Deus, fez de Maria sua santa Mãe.   

                                           Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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