1/8/2017 - FAMÍLIA, A ESPERANÇA DA IGREJA




FAMÍLIA, ESPERANÇA DA IGREJA

 

     A Igreja insiste em fazer da família a sua preocupação pastoral número um. “A família continua sendo a nossa maior esperança, e, ao mesmo tempo, a máxima preocupação”, escreveu um dia o Cardeal Arns, prefaciando um livro de preparação para o matrimônio. “O futuro da humanidade e da Igreja passa pela família”, afirmou o papa São Paulo II em seu documento sobre a Família.

     No mês de agosto, iniciando com o dia dos pais a CNBB, nos convoca para a Semana Nacional da Família. Por que tanta preocupação e tanto empenho da Igreja na promoção e na defesa da família?

     A religião que temos nos revela que nossa vocação e nosso destino é o amor. Deus é amor (1Jo 4,16). E esse Deus, ao nos criar, foi explícito nas palavras e nos fatos: “Façamos o homem à nossa imagem”, teria dito Ele; e nos fez homem e mulher, com a alteridade, a tendência para o outro dentro das raízes do nosso ser. Saímos do nada para sermos como Deus. E Deus nos cria dentro de condições de amar, de buscarmos complementação, para realizar o nosso ser, no amor.

      Ora, é na família que encontramos espaço e inspiração para o amor nas suas sete dimensões. No matrimônio vive-se o amor conjugal, total, fecundo, definitivo. Na família surge o amor de pai, o amor de mãe, com toda sua força e beleza. Cresce na família o amor filial nos homens e nas mulheres. O amor fraterno é outro componente fundamental de todo lar. Na família ainda tem vez o amor familiar mais amplo, enlaçando tios e sobrinhos, primos, avós e netos num grande encontro afetivo. E até o amor amizade, que não tem alicerces na identidade de sangue, tem espaço na família, onde os amigos dos pais são amados como “tios” pelos filhos, e os amigos dos filhos são aceitos com carinho pelos pais.

      Se é o amor que nos realiza na religião, a família é indispensável para quem tem a nossa Fé. Não é só a família que precisa da Igreja. A Igreja precisa da família para educar homens e mulheres, jovens e adultos no amor que nos realiza como pessoas e como cristãos.

      A família, hoje, é vista e chamada, cada vez mais de “Igreja doméstica”. É a Igreja que se realiza dentro dos limites de um lar. Quem ama a Igreja e quer promove-la, precisa promover a família, amá-la e acreditar nela. Pois é na família que se encontra a primeira e melhor chance de viver as seis dimensões da vida da Igreja.

      É no lar que se aprende, cresce e vive a comunhão e a participação. É no lar que se começa a aprender a catequese que ensina: Deus é Pai e somos todos irmãos. É na família que se reza e louva a Deus que nos quer bem. A família tem chances de abrir os nossos horizontes para fora do lar, criando em nós o impulso de levar aos outros, como missionários, a felicidade que descobrimos. Nela podemos rezar juntos com os que têm, em comum conosco, a mesma Fé em Jesus, ou ao menos, em Deus. O ecumenismo fica mais fácil entre os membros de uma mesma família. E é na família que a gente começa a se interessar por um mundo justo e fraterno, com projetos de fazê-lo mais conforme aos planos de Deus.

      A grande Igreja cresce e se consolida, na medida em que crescem as Igrejas domésticas, na intimidade dos lares, na riqueza da vida familiar cristã.

      Precisamos crer na família. É urgente. Não como quem foge dos problemas sociais com uma pastoral alienante. Mas, como quem entende que só se constrói uma sociedade justa a partir dos alicerces. E os alicerces estão na família.

 

Pe. Manoel Cesar de Camargo Júnior



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